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O novo biênio: a gestão de Rachid Orra, presidente da Confederação Brasileira de Golfe

O novo biênio: a gestão de Rachid Orra, presidente da Confederação Brasileira de Golfe
Foto: André Kopsch

Foto: André Kopsch

Introdução e entrevista Karine Kavilhuka

Depois de dois anos à frente da Confederação Brasileira de Golfe (CBG), Rachid Orra foi reeleito e permanece no cargo por mais um biênio. O presidente da CBG fala da profissionalização da confederação e dos projetos para o esporte nesta nova gestão.

Golfe & Lazer: Depois de dois anos da sua gestão, o que mudou na Confederação Brasileira de Golfe?

Rachid Orra: A Confederação Brasileira de Golfe vem evoluindo constantemente há várias gestões. Uma mudança significativa ocorrida nos últimos dois anos foi o trabalho visando à profissionalização da gestão, essencial para que o golfe tenha um desenvolvimento mais rápido e consistente. Esse trabalho já foi implementado na área de marketing, tão vital para a promoção do esporte e obtenção dos patrocínios, e está em andamento na área técnica. O futuro da CBG é a profissionalização das demais áreas, algo em que temos trabalhado arduamente. Ressalto ainda o início dos trabalhos da CBG junto com o COB e a realização de vários torneios de peso, tendo como patrocinadores grandes empresas como HSBC, Credit Suisse Hedging-Griffo, Gillette e Bombril.

G&L: Como estão os preparativos para as olimpíadas e as conversas com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB)?

R.O.: A volta do golfe às Olimpíadas promete ser um torneio sem precedentes na história de nosso esporte. A CBG tem tido reuniões constantes não apenas com o COB, mas também com a Federação Internacional de Golfe (IGF) e com o PGA Tour, enfim, com os maiores players do golfe mundial. Estamos conscientes que a união de todos é necessária para que possamos mostrar ao mundo um grande evento. Lembro que John Byers, diretor de regras e de assuntos internacionais da CBG, foi por nós indicado para tomar parte da diretoria da IGF, que reúne 127 federações de golfe em 122 países. Para se ter uma idéia da importância do cargo, fazem parte da diretoria nomes como David Fay, diretor executivo da United States Golf Association (USGA, que rege o golfe nos EUA e México) e Tim Finchem, do PGA Tour.

G&L: No final do ano passado, a CBG assinou uma carta de intenção com a Associação Argentina de Golfe (AAG). Que ações serão desenvolvidas?

R.O.: O trabalho que pretendemos desenvolver com a AAG é de longo prazo. Já iniciamos um intercâmbio de profissionais de golfe. Em 2009 e 2010 enviamos brasileiros para fazerem cursos oferecidos pela AAG. Temos também recebido jogadores argentinos em alguns de nossos principais torneios amadores e profissionais.

G&L: Com o apoio da Golfe&Lazer, o Brasil Golf Tour 2011 terá uma etapa em Santa Catarina, em abril.  Sentimos a CBG mais presente em nosso estado. Santa Catarina evoluiu no esporte?

R.O.: Sem dúvidas. Santa Catarina é um dos estados que tem surpreendido no golfe brasileiro e mostra que tem futuro no esporte – prova disso, são atletas como Júlia Debowsky, atual bicampeã pré-juvenil brasileira e líder dos rankings juvenil e pré-juvenil brasileiro. Santa Catarina também recebeu eventos importantes em 2010, como a 6ª Taça dos Presidentes, sediada no Costão do Santinho.

G&L: Quais são as metas para a gestão da CBG 2011/2012?

R.O.: Além da crescente profissionalização da gestão do golfe, acreditamos em três pilares: apoio ao golfe juvenil, incentivo à criação de campos públicos e fortalecimento do golfe profissional. Já em 2011, teremos as primeiras etapas do Circuito Brasileiro de Golfe, o CBG Pro Tour, uma série de torneios profissionais realizada pela Confederação com o intuito de fortalecer nossos profissionais e desenvolver o esporte.



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